Casa dos Mistérios - Calabouços.

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Casa dos Mistérios - Calabouços.

Mensagem  Admin em Qua Jul 02, 2014 2:22 pm

Como todo castelo, a Casa dos Mistérios possui suas masmorras, 30 metros abaixo da superfície da terra. É um lugar escuro, iluminado apenas por tochas, recoberto apenas de frias rochas cinzentas. É um grande sistema de corredores, onde existem algumas jaulas reforçadas, algumas vazias, outras contendo animais estranhos, e uma sala maior, onde existe um grande trono de pedra, e oito estátuas de 4 metros de altura, representando soldados armados com pesadas espadas de ferro, 4 em cada lado da sala, virados para o centro da mesma.


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Amèlie - Narração

Mensagem  Amèlie Bouchard em Qui Jul 03, 2014 2:09 pm

Bem vindo(a) ao nosso Fórum!


Aqui faremos um pequeno trailler de nosso jogo, por assim dizer. Uma introdução, o prólogo da crônica que está sendo criada. Essa é a cena que muda tudo na história dos Bruxos da cidade, e em consequência, muda tudo na história dos Vampiros. Mas além de servir como um trailler, um teaser, serve também para que você entenda como são feitas as postagens aqui. Como funciona a narração, como funciona o direcionamento de posts usando o título. Como pode ver, o foco é maior em vários turnos menores, do que em poucos turnos maiores. Obviamente, o tamanho dos turnos depende do que você tem que passar no momento. As emoções, os detalhes físicos do personagem. No final das contas, o tamanho do turno depende de você, da cena. O mais importante é a frequência! Leia, e espero que você goste!
Você pode ver que o esquema de cores também está sendo usado. Aqui, Amèlie está agindo como o personagem de um jogador, enquanto Admin, que é o Narrador central, e Eva, uma NPC, estão sendo responsáveis pela narração da cena, e portanto, usam letras vermelhas.



______________________________________________

Amèlie corria pelos frios corredores daquelas masmorras. De seus olhos avermelhados, as lágrimas caíam. Era consumida pela dúvida. Aquilo que lhe falaram... será que era verdade? Sabia que Marie havia sido proibida de entrar na Casa dos Mistérios, mas por quê? Sua mãe, Eva, era a Regente daquela Casa, amiga próxima de Marie há pelo menos 20 anos... Como quilo podia estar acontecendo? Por que todos diziam que a Convenção de Espinhos havia sido quebrada? Por que ela não saía dali há dois dias? Precisava de respostas. A respiração da jovem estava ofegante, com seus dentes rangendo-se uns contra os outros em raiva. A luz tremulante das tochas não era o bastante para uma iluminação perfeita, mas ela sabia muito bem para onde estava indo. Seus cabelos castanhos esvoaçando, coração apertado, olhos chorosos... Precisava saber se o que lhe contavam era verdade.


- Mãe! MÃE!!!

Gritou ela, em fúria. A mente cheia de dúvidas, incrédula, mas no fundo, crédula no que lhe contaram. Com certeza alguém não diria aquilo sem motivo, era cruel e perigoso que um boato como aquele que alastrasse.


Última edição por Amèlie Bouchard em Qui Jul 03, 2014 3:15 pm, editado 3 vez(es)
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Narração - Amelie

Mensagem  Admin em Qui Jul 03, 2014 2:14 pm

Enquanto corria por aqueles corredores, Amèlie poderia ouvir os sons do subterrâneo. Os animais que ali viviam, enjaulados atrás daquelas grossas barras de ferro, pareciam enlouquecidos. Lobos uivavam, rosnavam, jogando-se em fúria contra as grades. Leões rugiam, tentando escapar de suas prisões. Ursos, crocodilos... Animais grandes, perigosos, que pareciam possuídos por demônios, completamente entregues à selvageria, à luta pela sobrevivência. Havia algo ali que os impelia a fugir o mais rápido possível, para o mais longe possível. Quando ela passa diante das celas com animais, eles avançam com ainda mais intensidade, e Amèlie não poderia saber se aquilo se tratava de um pedido de ajuda ou de uma tentativa odiosa e atacá-la.
Após aquela curta corrida, Amèlie chega diante das duas grandes portas de madeira. Podia ouvir alguns estranhos sons de trás das mesmas das , e saindo por baixo delas, haviam Trevas, balançando como cabelos longos abaixo da água.
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Amelie - Narração

Mensagem  Amèlie Bouchard em Qui Jul 03, 2014 2:22 pm

O que havia de errado com os animais? Eram sim criaturas selvagens, disso sabia. Muitos deles, ela mesma levou pra lá. Mas eles nunca haviam agido daquela forma. Aquilo estava completamente errado, e pela primeira vez em muito tempo, Amèlie sentiu arder em seu âmago, aquela poderosa e humilhante sensação de medo, algo que a deixou um tanto mais chorosa. Quando chegou diante da porta, arregalou seus olhos ao ver Trevas escorrendo por baixo das portas. O que estava acontecendo? Era ela mesmo uma mestre na Tenebrosidade, as Trevas não eram novidade. Estaria sua mãe praticando? Ou seria aquilo, traço de algo muito mais macabro e desconhecido? Aquele pensamento, aquela possibilidade... A fez temer algo com o qual cresceu. Mas não era hora para temer. Era hora de colocar os olhos sobre a sua mãe, aquela a quem amava mais do que qualquer coisa, talvez mais do que a própria vida. Reuniu coragem, e então segurou as duas maçanetas, girando-as, e empurrou a porta, ofegando. Estava pronta para enfrentar a verdade, seja ela qual for.
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Narração - Amelie

Mensagem  Admin em Qui Jul 03, 2014 2:29 pm

Ao abrir aquela porta, Amèlie poderia se deparar com uma verdadeira visão do inferno. Uma forte ventania correu em sua direção, agitando seus cabelos. E a ventania parecia acompanhada por um... grito, não um rugido infernal, que fez os animais entrarem em um verdadeiro desespero. Podia ouvi-los dali. Seus rugidos, e os choques de seus corpos contra o metal, em suas vãs tentativas de escapar de algo muito pior que a morte.
Lá dentro, Amèlie vê que as paredes de pedra estão tomadas por Trevas, que dançam como cabelos, movendo-se em direções aleatórias, povoando cada superfície de rocha como se fosse um fungo, infectando a tudo. No trono, estava sua mãe, assentada de maneira relaxada, um tanto largada. O trono estava coberto de Trevas, que dançavam e tremulavam como chamas negras. Dos dois lados do trono, a 2 metros de distância, haviam duas grandes tochas, formando aquela luz trêmula, que unida aos movimentos das Trevas nas paredes, transformava aquele cômodo em uma verdadeira visão do inferno. As grandes estátuas dos soldados de pedra também estavam tomados pela escuridão tremulante das Trevas, com seus olhos vermelhos como fogo ardente. Conhecia sua mãe. Ela não usaria todo aquele poder sem um bom motivo. Uma grande entusiasta da moderação, como ela era.
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Amelie - Narração

Mensagem  Amèlie Bouchard em Qui Jul 03, 2014 2:36 pm

Amèlie ficou boquiaberta, com os olhos arregalados ao ver aquela cena. As luzes tremulantes, as Trevas se movendo... Aquilo era macabro o bastante para fazer uma Bruxa como Amèlie dar um passo trêmulo pra trás, com o coração congelado pelo medo. Aquilo não era o poder de uma Bruxa comum. Não que sua mãe fosse uma Bruxa comum, mas manter aquilo, era algo que consumia uma grande quantidade de Quintessência, e sua mãe sempre foi econômica nesse sentido. Sem falar no visual... Quem se divertiria, ou qualquer coisa próxima disso, criando um cenário como aquele? Ela fechou os olhos. Seus temores haviam sido confirmados. Depois daquele ritual, algo havia mudado sua mãe. Era contra, contra desde o princípio, assim como Marie. Se Marie estivesse lá... as coisas com certeza seriam diferentes. Eles não teriam perdido o controle sobre a Invocação, tinha certeza disso. Marie era a mais poderosa na cidade, quando o assunto era lidar com criaturas de outros mundos. Do mundo dos mortos... Naquele momento, chegou a sentir raiva da mulher, por não estar lá quando sua amada mãe precisou. Quando abriu os olhos, o fogo parecia refletir em suas grandes orbes castanhas, úmidas pelas lágrimas. Inspirou fundo, e reuniu sua coragem, correndo na direção do trono, onde se jogou de joelhos, colocando as mãos no colo da mãe, dizendo de maneira quase desesperada.

- Mãe! O que tá acontcendo? Por que tá fazendo isso? Por que não sai daqui? MÃE, me diga, por favor!
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Eva - Amelie

Mensagem  Eva Bouchard em Qui Jul 03, 2014 2:44 pm

Eva estava um tanto estática, catatônica, com o olhar vago e sem muito brilho, que costumava imperar em seus olhos verdes, perfeitamente emoldurados pelos cabelos negros. Era uma mulher de mais de 40 anos, mas com uma aparência bem jovial, belíssima. Demorou um pouco para que ela abaixasse seu olhar para a filha. Esboçou um sorriso de canto, levando os dedos ao rosto da jovem Amèlie, que poderia sentir neles uma mistura bizarra de frio e calor, algo praticamente indescritível. Era sua mãe, e ao mesmo não era. Amèlie poderia sentir isso ao olhar naqueles olhos. Olhos que sempre lhe trouxeram conforto, agora traziam dúvida e temor. Não era uma sensação nada agradável. Depois de muito tempo, Eva falou. Sua voz estava um pouco diferente. Mais grave e soturna do que o normal. Não era uma voz que carregava doçura, mas sim ousadia e deboche.

- Que bela garotinha... Odeio ser o portador de más notícias, mas sua mamãe está... dormindo, sim? Tendo sonhos maravilhosos, eu garanto...

E então, outra coisa estranha: ela referia-se a si mesma com termos masculinos. “Portador”. Dormindo? Isso deixava claro para Amèlie que sua mãe estava possuída por alguma entidade macabra.
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Amelie - Eva

Mensagem  Amèlie Bouchard em Qui Jul 03, 2014 2:52 pm

Ouvir aquela vez fez Amèlie engolir sua coragem. Aquela não era a voz de sua mãe. E aquelas palavras... elas apenas confirmaram que não se tratava da mãe que tanto amou. E aquele toque? Nunca havia sentido aquilo em toda a sua vida. Uma sensação completamente alienígena. A jovem se levantou, dando desesperados passos para trás, chegando a cair assentada no chão, se levantando logo em seguida. Estava aterrorizada. Seus olhos estavam completamente arregalados. O que deveria fazer? O que PODERIA fazer? Não possuía o conhecimento, ou o poder necessário para tirar aquela coisa do corpo de sua mãe. Ela disse, de maneira trêmula, infantil, carregada de medo e tristeza, desabando em um choro baixo.

- Eu... Quem é você?!?!? O que tá fazendo com a minha mãe?! Vá embora, AGORA!

Ela terminou em um grito estridente, rangendo seus dentes. O medo se transformou em raiva, ódio. Simplesmente não aceitava aquilo. Não aceitaria de forma alguma. Não. Nada tomaria o corpo de sua mãe e passaria impune. Marie, sim, Marie. Precisava dela. Apenas ela seria capaz de fazer aquilo, livrar sua mãe daquela prisão. Com certeza estava em alguma forma de inferno, sofrendo em seus sonhos... Todos os Bruxos tinham pesadelos constantes, o preço a ser pago pela Consciência Superior. Mas imaginava que mãe passava por um tormento ainda maior. Não podia permitir aquilo.

- Eu ORDENO que saia!
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Eva - Amelie

Mensagem  Eva Bouchard em Qui Jul 03, 2014 3:03 pm

- “Ordena”

Disse Eva, ou quem estava em posse de seu corpo, seguindo com uma risada baixa, que foi se transformando em uma mais histérica, chegando a inclinar o corpo pra frente enquanto gargalhava, fazendo seus cabelos negros caírem um pouco, com as pontas tocando o chão. Após alguns bons segundos rindo, ela suspirou, soltando um “ai, ai” divertido. Então, ainda com seu corpo inclinado pra frente, ela ergueu a cabeça, encarando Amelie com aqueles olhos verdes que possuía, mais claros que o normal, chegando a brilhar, como era comum quando Bruxos estavam prestes a usar seus Feitiços. Era um efeito colateral do fluxo de Quintessência passando pelo corpo: olhos luminosos. Eva ergueu uma mão, e antes que pudesse fazer qualquer coisa, Amèlie simplesmente foi jogada por aquele cômodo, chegando a passar pelas portas abertas. Imediatamente, Eva se levantou, dizendo com uma voz série, autoritária.


- Mortal tola... tsc. É isso que eu adoro em vocês... brincam com os poderes que possuem, e se acham alguém... Não a esmago como o verme que é, porque ainda precisarei de seus serviços... Agora, passarinho, voe pra longe. E não ouse voltar.
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Amelie - Eva - Narração

Mensagem  Amèlie Bouchard em Qui Jul 03, 2014 3:07 pm

Nem teve tempo de reagir, e foi jogada através daquele grande salão. Teve apenas tempo de ela mesma suar sua Telecinese, de forma a amortecer o golpe dado pela mãe, levitando seu próprio corpo, forte o bastante para aliviasse bastante o golpe que seu corpo deu na parede de pedra, deixando-a um pouco sem ar, caindo assentada no chão. Observou aquela cena, ouviu aquelas palavras... Chorou, mas sem dizer uma palavra. Era fraca. Como podia lidar com aquilo? Naquele momento, odiou sua fraqueza mais do que tudo. Precisava de ajuda. Ajuda para salvar a própria mãe. Mas não apenas a mãe... A Própria Casa dos Mistérios dependia daquilo. Era hora de crescer. Amèlie se levantou, e não tardou a começar a correr de novo. Dessa vez, para a saída do calabouço. Tinha que falar com Marie, imediatamente. Precisava encontrar um jeito de livrar Eva daquele destino amaldiçoado.
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